terça-feira, 6 de setembro de 2016

domingo, 14 de agosto de 2016

  

AS TRÊS GRAÇAS

(Cárites)

As Cárites, em latim Graças (Gratiae), são divindades da Beleza e talvez, na origem, forças de vegetação. São elas que espalham a alegria na natureza e no coração dos homens e até no dos deuses.

Moram no Olimpo, na companhia das Musas, com as quais, às vezes, formam coros. Fazem parte do séquito de Apolo, o deus músico. Geralmente, são representadas como três irmãs que têm os nomes de Eufrósina, Talia e Aglaia, três donzelas nuas agarradas umas às outras pelos ombros. Duas delas olham numa direção, a do meio olha na direção contrária. Têm Zeus como pai, e como mãe Eurínome, filha de Oceano, mas, às vezes, a sua mãe é Hera em lugar de Eurínome.

Atribui-se às Graças toda a espécie de influências nos trabalhos do espírito e nas obras de arte. Foram elas que teceram a veste de Harmonia. Acompanham de bom grado Atena, deusa dos lavores femininos e da atividade intelectual e também fazem companhia a Afrodite, a Eros e a Dionísio.

Fonte:
Dicionário da Mitologia Grega e Romana, Pierre Grimal, 5ª edição, Editora Bertrand-Brasil, 2005, pág.75



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Bela, Recatada e do seio de uma Loja Justa e Perfeita .
A mulher e a Maçonaria: parte 1

Por  Bárbara Rocha

Após uma breve reflexão sobre uma pergunta de reconhecimento entre maçons, que se refere “De onde vindes?”, me vejo novamente buscando nos fatos e atos passados compreensão para questões do presente. 
Há algum tempo ouvi, que a Maçonaria é a escola mais perfeita e completa que existe e já existiu. Ela traz em seu âmago a essência de todo o conhecimento divino das grandes escolas de mistérios. Seus ritos trazem o desvendar de mitos sobre a natureza humana e a natureza espiritual, ela nos instiga a acender a centelha divina adormecida dentro de cada um de nós. 
Quando falamos em maçonaria tradicional não nos referimos apenas a tradição de preservar determinadas regras e costumes, pois vai mais além, nos remetemos a passar á diante o fogo de Prometeu e não permitir que ele nunca  se apague. 
Falar sobre as origens da maçonaria é algo um tanto que complexo, uma vez que este tem sido o tema de muitos estudiosos e pesquisadores. O que não podemos acreditar é na triste ilusão  que ela tenha sido criada em 1717 com a fundação da Grande Loja de Londres, pois sabemos que ela já era praticada há alguns séculos anteriores nos países do Reino Unido ( Escócia, Grã-Bretanha, etc) assim como na Itália e Alemanha.
Mas vamos voltar ao objetivo desse estudo: o nascimento da Maçonaria Feminina!
Alguns escritores fazem alusão ao nascimento das lojas femininas com o surgimento do movimento feminista, o que não é. De alguma forma esse argumento pode ter dado bases mais firmes para o estabelecimento das lojas no século XIX. Porém, ao voltarmos nossa pesquisa para documentos mais antigos da maçonaria operativa, vamos notar que as mulheres já trabalhavam como “obreiras” segundo um dos documentos mais antigos e respeitados intitulado como Poema Régio ou Manuscrito de  Halliwell de 1390  que em alguns pontos de seus artigos deixa claro o trabalho entre “irmãos e irmãs”, citando os deveres e a forma de trabalhar entre os maçons. 
Os ensinamentos ocultos da maçonaria também se embasam nos ensinamentos  primitivos da “árvore da vida” (judaísmo e cristianismo primitivo). No templo encontramos na sua figuração simbólica duas colunas: J e B, uma referindo-se ao aspecto lunar, coluna negra, e a outra ao aspecto solar, coluna branca, nos mostrando que as forças do universo são compostas pelo movimento feminino e masculino, positivo e negativo, dia e noite. 
Segundo os ensinamentos herméticos, as colunas simbólicas estão também relacionadas à lei de Gênero como vemos a seguir 
“O Gênero está em tudo; tudo tem o seu principio masculino e o seu principio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos”.
Este principio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no plano físico, mas também nos Planos Mental e espiritual. (O Caibalion)
Apesar das pesquisas sobre maçonaria feminina ser algo mais recente, ela sempre esteve presente na história de forma oculta ou revelada. A dita “proibição” das mulheres na maçonaria é algo recente. Corroborando as palavras de Mellor (1976, p. 99 e 100) nos diz que
Nenhuma exclusão das mulheres estava escrita nos Old Charges  . A regra mencionada, consequentemente, não procedia absolutamente de “tempos imemoriais”, mas sim, do primeiro quarto século XVIII,. Ela aparece nas Constituições de Anderson de 1723, pela primeira vez na história. Longe de ser um Landmark, ela é uma inovação. 
É importante salientar que essas “inovações’” vão contra os próprios princípios da Maçonaria como podemos perceber em um estudo minucioso dos manuscritos que a compõe. 
A mesma Landmark que proíbe mulheres, proíbe também escravos e aleijados (Mackey, 1807-1881). A maçonaria é uma Ordem evolutiva e progressista, não existem mais escravos á não ser aqueles que servem apenas a sua própria ignorância e paixões. Segundo o primeiro artigo da Constituição de Anderson (antes das aproximadamente 15 alterações) a exclusão das mulheres não lhes tirava o direito de serem maçons, mas de prevenir outros tipos “paixões” como veremos 
Deveres prescritos aos maçons livres
Aqueles que são admitidos como membros de uma loja devem estar imbuídos de uma grande fidelidade, devem ser livres e de idade adulta. Um escravo, ou um homem de costumes escandalosos e reprováveis não podem ser admitidos à Fraternidade: as mulheres também são excluídas, mas apenas por causa dos efeitos que seu mérito produz muito frequentemente sobre os melhores irmãos.
Poderíamos nos aprofundar em muitas reflexões de moralidade sobre esta questão. Muitos dos homens que estiveram no comando da maçonaria, principalmente entre o século XVIII e XIX, mantinham dentro dela interesses políticos e religiosos, a mulher nesse período encontrava-se de alguma forma a mercê de seus direitos por conta de dogmas puramente religiosos de submissão.
Voltemos aos tempos remotos das primeiras escolas de mistérios  onde homens e mulheres passavam por longos processos de purificação e recebiam ensinamentos sobre vida, morte e o Universo. Segundo a definição da Wikipedia, embasada em textos  de Blavatsky,diz que 
Os Mistérios eram, em todos os países nos quais eram praticados, uma série de representações dramáticas, onde a cosmogonia e a natureza oculta eram personificadas por sacerdotes e neófitos, desempenhando o papel de diferentes deuses e deusas, repetindo alegorias (cenas) de passagens de suas vidas. As encenações eram posteriormente explicadas aos candidatos em seu sentido oculto e incorporadas às doutrinas filosóficas e a vida cotidiana.
A mulher cabia o papel de iniciadora. Era ela que mantinha o fogo sagrado dos mistérios de Eleusis aceso, e por iniciar os homens nos sacerdócio. As antigas religiões também celebravam os ritos da natureza e de fertilidade como forma de representar o processo iniciático da deusa e do deus (que pode variar o nome de acordo com as culturas dos antigos povos).
As estatuetas de Vênus datada da pré-história eram também uma forma de representar o poder da mulher entre os povos. Ela era representada com seios grandes e abundantes, quadris largos , representando a geração e a fertilidade. A Grande mãe que gera, “pari” e alimenta seus filhos.
As atribuições do homem e da mulher eram bem definidas nas sociedades primitivas. A mulher como matriarca cuidava dos assuntos referente a agricultura e organização das aldeias. Ao homem eram atribuídas atividades de caça e pesca, levando o sustento para as aldeias, ou tribos.
Alguns escritos da Antiguidade Grega e Romana, a mulher não podia participar de discussões políticas, salve algumas cortesãs e algumas filósofas notáveis como  Hipácia (Hipátia),   e Maria a Judia  . 
A figura da “mulher submissa” como conhecemos hoje em dia nasceu na Idade Média. Com a propagação de uma nova e única religião criada através de um acordo político com Concilio de Niceia em 325 d.c, tudo o que iria contra a nova doutrina e que abalasse a nova “fé”, passaria por um processo inquisitório criado pela própria Igreja. Dessa forma começam a dissipar a sabedoria das antigas religiões conhecidas como pagãs, derivado do termo “pagus”, referente às aldeias afastadas da cidade.  
A figura feminina era representada sob três aspectos: Maria, o ideal de pureza , representado pelas mulheres que abandonavam suas vidas para viver em conventos; Maria Madalena, representava o ideal de arrependimento, ou seja, aquelas mulheres que para se redimir dos seus “pecados”, entregavam seus bens a Igreja e começariam a viver uma vida sob a conduta religiosa. E por fim a representação de Eva, que representava o mal personificado, a porta de acesso do pecado, eram normalmente as mulheres julgadas por bruxaria, que não tinham mais salvação. Os julgamentos eram feitos de acordo com o Malleus Malleficarum   .
Compreendendo um pouco mais sobre a questão do papel da mulher ao longo dessa breve passagem histórica, podemos concluir que a mulher não está lutando pelo seu papel dentro das Ordens Iniciáticas, mas sim, reconquistando o seu lugar, reconhecendo novamente seu poder e sua essência que por algum tempo foi suprimida por uma cultura de subterfúgio patriarcal.
Sabe-se que muitos documentos não apenas da história da maçonaria feminina, como da maçonaria em si se perderam, foram queimados, escondidos e até mesmo alterados. Nem todos os documentos existentes ainda foram traduzidos e divulgados, por isso existem grandes dificuldades em fundamentar trabalhos científicos referente ao assunto.
Dentro dos registros históricos, podemos citar como primeiras maçons, Margareth Wild (1663) ainda na fase operativa da Maçonaria. Em 1696, encontram-se relatos de duas viúvas iniciadas. Um dos nomes mais notórios é o de Mary Banister (1713-1714), uma filha de um barbeiro que trabalhou como aprendiz por sete anos, recebendo posteriormente seu aumento de salário. Existe um documento intitulado Ms York, de 1693, escrito em inglês arcaico que diz “ Um dos antigos pegara o Livro (da lei) e aquele e aquela que vai ser recebido como maçom pousará suas mãos sobre ele, e o preceito estará dado” São poucos os registros de nomes femininos referentes a este período, mas muitas são as referências sobre as iniciações maçônicas de homens e mulheres, sem distinção de gênero, reconhecendo-os como iguais perante as três grandes Luzes da Maçonaria.
Lembrando que segundo o artigo 1° da Constituição do Grande Oriente da França: (Mellor, p. 145) 
Art.1. A Franco Maçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por objetivo a busca da verdade, o estudo da moral e a prática da solidariedade. Ela trabalha pela melhora material e moral, pelo aperfeiçoamento intelectual e social da humanidade
Não podendo negar a existência dessa história, surgem em meados de 1725, as chamadas Lojas de Adoção, para a participação de mulheres, sendo os ritos realizados por homens. Uma das primeiras Lojas de adoção, foi a Loja “Nove Musas”. A ideia se espalhou rápido por toda a França, Itália e Alemanha. As lojas de adoção abriram espaço para que as mulheres pudessem iniciar-se também nos altos graus da maçonaria. Uma das primeiras iniciadas neles, foram J.B Wllermoz, de Lyon, Mille Mochete e também a esposa de Cagliostro, que juntos fundaram os ritos da Maçonaria egípcia.
Com o tempo as lojas de adoção foram enfraquecendo com conflitos políticos que surgiram durante a época de trabalho destas Lojas. Em 1865, o venerável mestre da Loja “Marte e as Artes”, Léon Richer começa sua campanha pela iniciação de mulheres e criação de lojas femininas.
Em 1880, iniciou uma nova revolução dentro da maçonaria, a Loja “Os livres Pensadores” decide iniciar a primeira mulher dentro do rito tradicional REAA. Foi Maria Deraimes uma literata e mulher livre e de bons costumes, com laços estreitos de amizade com Léon Richer convidada a iniciar. Sua iniciação aconteceu no dia 14 de janeiro de 1882, na loja Os Livres Pensadores sob o malhete do ir. Houbron. Suas palavras após o rito de iniciação foram “ Meus Irr.´., a porta que me abristes não se fechará após mim, e toda uma legião seguir-me-á.”

Muitos questionamentos surgirão desde sua iniciação, nenhuma mulher foi iniciada após. Maria Dereimes usou os seus livros, formas para propagar e explanar suas ideias e indignações. Após 10 anos, junta-se a Gaston Martin, fundador do Direito Humano “Le Droit Humain”   (uma obediência maçônica) criaram a primeira Loja feminina (que se tem registros históricos)
Em 1935 na Assembleia Geral do Grande Oriente da França, foi formalizado a emancipação das lojas femininas, ou seja, no ato foi realizado uma transição de “lojas de adoção” para “lojas excepcionalmente femininas”, dando a plena autonomia do trabalho nas oficinas maçônicas. Podemos acompanhar um trecho da ata de 1935,  transcrito por Mellor. (1976, p.128 e 129) 
A Assembleia Geral da Grande Loja da França, ao afirmar, mais uma vez, seu desejo em trabalhar em favor da emancipação da mulher;
Decide conceber ás suas Lojas de Adoção a mais completa autonomia, auxiliando-as na criação de uma maçonaria exclusivamente feminina, que tenha por finalidade a reabilitação moral, intelectual e  social da mulher, por tanto tempo mantida sob tutela de acordo com os costumes e legislações; [...] 
A Assembléia Geral será presidida por um Conselheiro federal, o Grão-Mestre da Grande Loja da França, ao término da Assembléia, será portador da adesão da obediência á criação da Franco-Maçonaria feminina independente .[...]
Confia em que as Irmãs pertencentes ás Lojas de adoção, por unanimidade, tenham o nobre orgulho de colocar lado a lado a Maçonaria feminina e a Maçonaria masculina em um plano de igualdade; que elas possam tornar belas e viáveis as Lojas femininas, cientes de que seu zelo e seu entusiasmo aumentam na proporção da grandeza de seu trabalho, e cientes também de que é através desse trabalho que elas são iniciadas, segundo a formula de seu Ritual: “ o adepto é aquele que vence pela vontade e pelas obras.”

E então minhas irmãs, de onde vindes? É necessário conhecer a nossa história, não para lutar por ideais profanos de igualdade, mas para despertar nossa consciência e nossa essência e nosso papel dentro desse universo tão justo e perfeito que é a Maçonaria. Que possamos sempre caminhar em direção a Sabedoria, sustentar nosso Templo com Força e adorna-lo com Beleza.
Lembremo-nos de nossas raízes, para poder espalhar nossas sementes. 
Nossa história está apenas começando....


Referência Bibliográfica
MELLOR, Alec. Os grandes problemas da atual Franco-Maçonaria- Os novos rumos da franco-maçonaria. São Paulo. Ed. Pensamento, 1976.  

sexta-feira, 27 de novembro de 2015


Maçonaria e Alquimia… Artes Reais…







Maçonaria e Alquimia apesar de serem áreas e conceitos distintos têm um paralelismo relevante que não pode ser negligenciado.

Ambas, na sua definição de conceito simbólico são reconhecidas como aArte Real, “Ars Regia”, e ambas procuram a perfeição.

Na Alquimia, o iniciado Alquimista procura através da execução da Grande Obra, por meio de vários processos laboratoriais (nomeadamente a dissolução, a coagulação, a cocção, a sublimação e a projeção entre outros…) atingir o “Ouro dos Filósofos”, como também é amplamente conhecida a desejada Pedra Filosofal, a Perfeição.

Já na Maçonaria, o Maçom tenta através do desbaste e burilagem da sua “pedra bruta” (sua essência) torná-la próxima à “pedra cúbica”, pedra essa já polida (estádio final do trabalho maçónico).
E, enquanto ao maçom (neófito ainda) se lhe pediu que visitasse o interior da terra (meditasse e refletisse para si e sobre si mesmo) para que pudesse encontrar a pedra oculta que se encontra no seu íntimo (o seu Eu), o alquimista durante o seu processo de aperfeiçoamento (suas operações) também ele se depara com este vitriol durante o desenrolar da Grande Obra, mais concretamente na fase do nigredo. É nesta fase do processo alquímico que se dá o solve et coagula, (axioma alquímico bastante conhecido), pois é durante esta fase que se efetua a dissolução da matéria-prima (“libertação”)e a sua putrefação (“separação” dos elementos que a compõem). O nigredo é uma das fases que integram a Grande Obra,processo esse que é considerado por vários autores como formado por três partes (existem outras teorias em que o número de fases são quatro ou mais, dependendo o número de operações, via escolhida e matérias-primas usadas), partes essas a saber: Nigredo, Albedo e Rubedo.

Encontramos aqui uma das várias referências ao Ternário (outras poderão ser encontradas no paralelismo com outros ternários que se encontram em ambas, Maçonaria e Alquimia, tal como: matéria/corpo, mente e espírito, entre outros…).

Ternário esse de extrema relevância para os maçons, pois para eles é através do Ternário (número 3) que a Dualidade/Binário (número 2) retorna à Unidade (número 1).

Todavia na Alquimia, este “regresso à unidade” manifesta-se após as núpcias alquímicas entre o Rei e a Rainha (Mercúrio e Enxofre Filosofais; matérias-primas estas, que não têm nenhuma relação com os elementos naturais e químicos, o metal Mercúrio (Hg) e o Não-metal Enxofre(S)) que originam o Hermafrodita/Rébis (Sal que nada tem a haver com o “sal comum” ou o sal resultante de uma reação química Ácido/Base), conhecido como o “dois em um”.

À semelhança do Adepto, também o Maçom necessita de um espaço onde possa trabalhar a sua pedra até a mesma atingir a forma desejada. Enquanto o Adepto necessita de um laboratório (labora et ora) físico e instrumentos e aparelhos para o auxiliar nos seus trabalhos, o Maçom apenas necessita do seu corpo (matéria) e mente (vontade) para trabalhar (o seu espírito). E persistindo nesse trabalho é se possível transformar a “pedra bruta” em “pedra polida”. Note-se aqui o termo “transformar”.

A Maçonaria transforma algo existente em algo diferente, mas a matéria final é a mesma matéria original. E a Alquimia transmuta, ou seja, cria algo novo/diferente apartir de matérias/origens diferentes.

Ou seja, enquanto o Maçom será sempre o mesmo Homem apenas com as mudanças no comportamento/carácter associadas ao seu “aperfeiçoamento moral” (porque a Maçonaria apenas (!) trata de aperfeiçoamentos morais e é considerada uma via/caminho pessoal efetuado através da Virtude e também a prossecução de outros princípios morais na vida do maçom), a sua essência será sempre a mesma. Na Alquimia, o Adepto pega em metais menos nobres, e tenta transformá-los em ouro/prata. Ou seja, parte de algo diferente e que modifica a sua substancia. Neste caso, utiliza materiais filosofais e/ou físicos e procura atingir a Perfeição (estado superior de espírito) que tanto pode ser designado por Elixir da Imortalidade (tenho para mim, que ele apenas é a lembrança da palavra e da ação do Homem através dos tempos…) ou por Pedra Filosofal (na minha opinião, o Conhecimento/Sabedoria; pois nada traz mais riqueza ao Homem que o saber…). E essa dita Perfeição, será mais depressa obtida (ou não…) dependendo do empenho do Adepto/Maçom durante esse trabalho que terá a fazer (só o próprio e mais ninguém!).

Se a Pedra ficará cúbica ou se a Obra se completará, somente os intervenientes o saberão. Quanto a mim, apenas me resta continuar a burilar a minha pedra “tosca” e “feia”, pois ainda se encontra muito longe da forma que ambiciono para ela…


fonte: blog Pedra de Buril




segunda-feira, 25 de maio de 2015

O FOGO DO ESPIRITO SANTO  

5 - Mantra SHEKINAH ESH (Checáina Ech) (O Fogo do Espírito Santo (Divina Presença)) O Fogo é uma força Espírito-Luz que permite a expansão, troca ou fluxo contínuo de várias realidades com a realidade original. O Fogo se manifesta do Reino do Pai unificando o trabalho dos 7º, 8º e 9º chakras.  
Seu papel central no nosso Mundo é superar a limitação do corpo tridimensional. As línguas de Fogo e todos os tipos de poder parafísico são transferidos através desta força para permitir que sejamos - como Cristo - uma luz no mundo da escuridão. 
 Visualizemos uma Pomba circundada por um Fogo Flamejante e nós usaremos as Línguas de Luz que aparecem sobre nossa cabeça para falar a Sabedoria de Deus. Aqui nós começaremos a reconhecer a "paz que atravessa todo o entendimento", quando nós experimentarmos o testemunho interior entre o espírito dentro de nós e o Espírito "em fogo".  
Ele presta testemunho que nós somos os verdadeiros Filhos e Filhas de Luz através da extensão do Corpo Espírito Luminoso, o qual é vertido em nossa vestimenta de carne. Agora nós podemos testemunhar formas-pensamento ígneas descerem dos Reinos do Ofício de Shekinah para iniciar uma mudança quântica na Terra. 
Os Setenta e dois nomes sagrados das milhares expressões da vida de Deus Autor: Gildásio Starling O mantra produz uma "forma-pensamento" e um "poder sonoro" que conduzem a uma "forma-semente". 
 Esta "forma-semente" representa a natureza das energias básicas das forças da vida. O mantra representa um conjunto de padrões de som e de formas-pensamento capaz de codificar a consciência na consciência de luz. 
São setenta e dois nomes divinos de um Deus vivente e revelador conforme J. J. Hurtak em seu livro "The Sevent--two Sacred Names of the myriad expressions of the Living God". 
Podem ser usados: - para iniciar um forte elo de ligação com o Pai Divino. - para o avanço da Alma, em orações e meditações pessoais para abrir os véus e portões. - de modo que exista uma rede ativada, através da qual a luz pode operar
 - para curar e ajudar outros irmãos através de orações. - para a paz planetária em tempo de crise. - para a proteção da nossa vestimenta física ou espiritual à medida que eles ajudam a criar uma parede de luz para fortalecimento e concentração. 
" 1 Mantra KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI TSEBAYOTH (Kodóich, Kodóich, Kodóich Adonói Tsabeyót) (Santo, Santo, Santo é o Senhor , Soberano do Universo) O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth
une todos os biorritmos do corpo (personalidade encarnada) com os ritmos espirituais do corpo do Eu Superior (Ajustador de Pensamento), de modo que todos os sistemas circulatórios operem como um batimento do coração cósmico. 
 O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth deve ser feito para discernir entre as forças celestiais espirituais e as "negativas". A saudação ativa um padrão de ressonância com o Trono do Pai que as "forças negativas" não conseguem suportar quando cumprimentadas com esta saudação. 
 Esta saudação é tão forte que as "forças negativas" não conseguem permanecer nem por um lapso de tempo na presença de sua vibração. O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth cria distorções temporais-mentais-espirituais dentro de nosso corpo, que nos permitem crescer de um pequeno microcosmo ao nível próximo da Divindade. 
 O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth é a chave da transformação e a vibração central coordenando todas as vibrações com o veículo espiritual do Homem. 
2 Mantra LAYOOESH SHEKINAH (Leyoéch Checáina) (A Coluna de Luz da Presença Divina) O mantra Layooesh Shekinah é um pilar de luz protetor e a luz guia do espírito. Emana do ofício de Shekinah e dos conselhos de luz. .  
Quando oramos pela luz da sabedoria, através do pilar de luz, todas as coisas que têm trabalhado contra a vestimenta do Espírito do reino da escuridão são superadas. 
 O mantra Layooesh Shekinah dissolve todas aquelas coisas que têm trabalhado contra a linguagem do Espírito Santo e contra os 72 Nomes do Pai. 
 O mantra Layooesh Shekinah age como um código que energiza os outros Pilares sustentadores da Árvore da Vida. O mantra Layooesh Shekinah energiza o poder de ascensão e descida da Divina Presença como o veículo usado para a intervenção e libertação Divina, quando ancorado como uma escada de luz com os Santos da Terra.
  O mantra Layooesh Shekinah é a ativação dos Portais de Luz e o código para o Êxodo superior - entre os mundos.


 O texto está na integra no blog abaixo:
  http://dharmadhannyael.blogspot.com.br/2014/01/o-fogo-do-espirito-santo-divina-presenca.html    
Texto de:
Dr. J.J. Hurtak 
Artigo no portal Shtaeer
Keys of Enoch*Chaves de Enoch

quarta-feira, 29 de abril de 2015