quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vênus e a lei da Atração no amor



        Sasportas diz que: “Vênus revela a ação de Eros, o impulso rumo à união e ao relacionamento que existe em todos e representa o significador de nosso sistema de valores, daquilo que julgamos belo e desejável. Vênus indica aquilo que valorizamos e desejamos, as coisas que achamos que nos dão prazer ou que nos tornam mais completos e plenos. Estou tentando enfatizar que Vênus não é apenas o planeta do amor e do relacionamento — trata também de delinear melhor nossa identidade, definindo aquilo que valorizamos, aquilo que nos é caro e prazeroso.
        Nesse sentido, Vênus serve ao Sol, serve ao impulso solar de crescer e de se transformar em um indivíduo com méritos próprios:
- definindo seus valores, desejos e afinidades, você dá melhor forma e definição à sua identidade, única e individual.
        No capítulo que escreveu sobre Vênus no livro Planets, Robert Glasscock diz que o glifo de Vênus lembra um espelho de mão, e ele afirma que aquilo que você valoriza é um reflexo de quem você é, que “aquilo que amamos é um reflexo de nós mesmos”. Contudo, é um fato da vida que muitas pessoas têm grande dificuldade para definir seus valores; é difícil admitir, pedir ou ir em busca daquilo que querem.
        O amor intrapessoal diz respeito a amar a si mesmo; a amar, aceitar e formar um relacionamento com aquilo que existe dentro de você; a  se amar e se aceitar por completo — mesmo suas facetas mais grosseiras, malvadas, primitivas e repulsivas.
        Acredito que o amor intrapessoal seja a base para se atingir um relacionamento interpessoal saudável e feliz. Você é capaz de afirmar com honestidade que se ama por inteiro? Disse antes e torno a repetir:  - você não pode transformar nada que condena ou nega. Se você nega suas facetas malvadas, como pode fazer algo para alterar ou lidar com essas facetas? Naturalmente, você pode chegar a admitir e a aceitar o fato de ter características desagradáveis ou indesejáveis, mas se condenar esses componentes de sua natureza, estará, na verdade, fazendo com que seja mais difícil lidar com eles. A aceitação faz com que a magia da cura entre em cena:
 - se podemos aceitar que, em virtude de sermos humanos, todos nascemos com certa dose de cobiça, luxúria, inveja, preguiça, destrutividade ou seja lá o que for, podemos conter e formar um relacionamento com essas nossas partes, que é o primeiro passo no sentido de lidarmos construtivamente com elas. Em seu livro The Road Less Traveled (A Estrada Menos Trilhada), um best-seller, o psiquiatra americano M. Scott Peck enfatiza a importância da auto-estima:
        A definição do amor... inclui a auto-estima e o amor pelo próximo. Como sou humano e você é humano, amar humanos significa amar-me e amar você.
        Dedicar-se ao desenvolvimento espiritual humano é dedicar-se à raça da qual fazemos parte, o que significa, portanto, dedicação a nosso próprio desenvolvimento, bem como ao “deles”...
       Somos, incapazes de amar alguém, a menos que nos amemos...
       Não podemos ser uma fonte de força, a menos que alimentemos nossa própria força...
       Não só a auto estima, e o amor pelos demais andam de mãos dadas, como, no final das contas, [eles] são indistinguíveis”.
       Aquilo que experimentamos na infância determina, em boa parte, se iremos nos amar quando adultos ou não. Aprender a amar todo o eu depende da qualidade do amor que nossos pais ou responsáveis demonstraram por nós.
       Geralmente, só somos amados quando exibimos os aspectos de nossa natureza que mamãe julga aceitáveis. Quando estamos com um ano de idade, sabemos muito bem quais de nossas facetas merecem sua aprovação e quais devemos ocultar ou negar.
       Quando bebês, precisamos que os outros nos amem a fim de garantir nossa sobrevivência; com isso, aprendemos desde cedo a reprimir aquilo que não for aceitável e a apresentar um eu falso, uma aparência “segura”, ao mundo.
       Alice Miller, uma psicanalista suíça bastante renomada, apresenta estas conclusões acerca de seu trabalho clínico:
       A acomodação às necessidades dos pais costuma levar (embora nem sempre) à personalidade “como se” (que Winnicott descreve como o “falso eu”). A pessoa se desenvolve de modo a só revelar aquilo que é esperado dela, e se funde tão completamente com aquilo que revela que, antes de fazer análise, poucos adivinhariam quantas coisas há nessa pessoa, por detrás dessa “visão mascarada de si mesmo”.

O texto está na integra no blog abaixo
http://dharmadhannyael.blogspot.com.br/2013/05/venus-lei-da-atracao.html

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