sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mistérios de Lag Baomer


Durante a contagem de Omer, até cruzamos o mês de Yiar, 2° mês judaico, Regido por Touro, este mês é considerado negativo. Mas negativo por quê?
Ele possui uma energia mais introspectiva, de pouca alegria, onde existe a necessidade de reestruturar a caminhada. Depois do salto, da libertação que o signo de Áries nos proporcionou, através da Páscoa, ficamos eufóricos, alegres, livres. Mas com o tempo nossa energia cai, nosso animo se vai, caímos na realidade e aqui começa a energia do signo de Touro.
Neste período somos levados a ver os limite e regras aos nossos atos e instintos, um momento de latência, onde o  bem vem com a parada.  É um ato posterior ao impulso. Neste mês,   buscamos a estrutura para manter a liberdade.
A caminho de Lag Baomer, vamos rever a realidade em que vivemos, uma realidade espiritual, que nos chega trazendo confusões, descaminhos, desequilíbrios, desafios e mais desafios. Numa dimensão não vista o mal toma conta. KLipot, obsessores, demônio, dragões, contra inteligência, satã, inimigos espirituais….energias negativas. Todos estes elementos são normalmente chamados de klipot!!
Todas elas existem onde a luz não existe, carregam o núcleo energético do desejo de querer para si. Consomem energia, tiram energia, nos carregam de desesperança e ilusão, nos colocam em uma vida presos em uma rotina não criativa, uma vida sem felicidade.
Toda vasilha possui 2 energias (isto significa: nós), uma positiva , sagrada, com o desejo de iluminar (compartilhar) e outra negativa, impura, com o desejo de receber. Esta energia pode estar em nossas entranhas mais profundas, ligadas a esta vida e a outras, ligada ao individuo e ao coletivo…carregamos tudo isto!
A questão é que vasilha se refere a tudo na criação, algo além de nós….existem forças negativas além de nós e que nos atingem ou que somos veículos destas energias.
Toda a energia negativa encontra uma casa, um canal através de nosso desejo de querer para si, através de nosso egoísmo ou negatividade…qualquer situação em que possa existir uma baixa de energia, humor ou ânimo pode se tornar uma porta para que o mal possa agir.
Quando o mal age mais forte? Quando existe unidade ou construção de unidade. Isto é Luz!
Lag Baomer é uma ilha de luz!?? Muito mais do que isto…é uma verdadeira arma contra as Klipot.

A força negativa age independente da luz! E está presente fortemente na terra.
O que alimenta o mal é a energia do desejo de querer para si, por isto que a perturbação que esta energia deixa é de forte egoísmo, queixa, vitimização, dor… que só contrai a pessoa. Uma negatividade muito interna, íntima.

O sistema negativo é inteligente, possui e vive em mundos paralelos. Age de forma inteligente e com “alta tecnologia”.
Para a Cabala o poder da mente, da imaginação atrai o seu oposto….buscar a luz atrai a negatividade. Uma certa medida de negatiidade é necessária para haver movimento. O importante é buscarmos integrar – unir e não separar. A tendência do mal é separar…a nossa tendência é separar.
Quando estamos sob sua força fazemos as escolhas Erradas!!
Escolhemos pelo que vai dar ilusoriamente certo, mas é o errado, escolhemos errado….escolhemos pela desilusão, pela infelicidade, ou pela felicidade instantânea. Temporária.
As origens do mal estão plantadas em nós mesmos, em nossas energias mais primitivas, longe de nossa consciência, ganham nomes e imagens de demônios, dragões e etc….
Existe uma dimensão espiritual que o mal, a negatividade não existe, é o resultado da integração.  O mundo daqui é que é dual!! E quando percebemos esta dualidade, estamos vivendo o bem…e o mal…. estamos fragmentados…na verdade separado do bem, da luz!
O mal é o sistema destrutivo, sendo aquilo que não nos permite evoluir internamente, tranformar nosso ser.
A cabala nos mostra que existe um sistema, um nível de consciência em que podemos vencer o mal!!! É através da coluna central. Sua vivência e experiência pode nos elevar a dimensão de zeir anpin, isto é, a dimensão dos aspectos emocionais divinos (poderes e qualidades divina) e elevar a consciência. É como tocar numa força espiritual que traz toda a transformação que necessitamos. A força e influência para todo o universo.
Existem muitas forças que combatem os que podem ligar a coluna do meio, os que podem chegar em tifereth, aqueles que ficam e desejam se aproximar de D´us, da luz.
Por isto se faz muito importante, que nesta caminhada espiritual cada um saiba como se proteger e acabar com o mal.
Shalom!
Escola de Kabbalah

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pinóquio e a Maçonaria


"Há duas maneiras de ler" As Aventuras de Pinóquio".
 O primeiro é o que eu chamaria de "profano", onde o leitor, provavelmente, uma criança aprende sobre os percalços do boneco de madeira.
 A segunda é uma leitura a partir de um ponto de vista maçônico, onde o simbolismo completa, sem substituir a narrativa linear simples dos acontecimentos.
- O Ir. Carlos  Lorenzini escreveu Pinóquio após uma longa tradição de textos místicos: história narrativa simples que pode ser apreciado pelas massas com um significado oculto, reservado para aqueles "que sabem".
Análise do filme:
Há muitas diferenças entre Collodi livro e filme da Disney. A história é simplificada e Pinóquio se tornou um personagem inocente, despreocupado, diferente do livro original, onde é teimoso e ingrato. Todos os elementos essenciais, mas ainda presente na adaptação para o cinema e a mensagem subjacente permanece intacta.

A Criação:
Geppetto O filme começa com um italiano entalhador, transformando um pedaço de madeira em uma marionete. Ele dá as características humanas de marionetes, mas continua a ser um boneco sem vida. Gepeto é, de certa forma, o Demiurgo de Platão e dos gnósticos. A palavra "Demiurgo" é traduzida literalmente do grego como "fabricante, artesão ou artesão." Em termos filosóficos, o Demiurgo, é o "deus menor" do mundo físico, a entidade que cria seres imperfeitos que envia a vida material. A casa de Geppetto está cheia de relógios que, como você sabe, é usado para medir o tempo, uma das principais limitações do plano físico.
Geppeto criou um boneco, mas percebe que ele precisa da ajuda do "Grande Deus" para dar a  Pinóquio a centelha divina necessária para se tornar um "menino de verdade", ou, em termos esotéricos, um homem iluminado. Então, o que faz? O "pede a uma Estrela". Ele pede a Deus, o Grande Arquiteto  para infundir Pinóquio com alguma essência divina.
Poderia ser a estrela Sirius, a estrela brilhante da Maçonaria? 
A "Fada Azul", o representante do Grande Deus, desce a terra para dar a Pinocchio uma fagulha da Mente Universal, o "Nous" dos gnósticos.  
"Afirmou-se que os cristãos gnósticos acreditavam na redenção da humanidade, diminuindo Nous (Mente Universal), que era um grande ser, superior ao Demiurgo espiritual, e, ao entrar na constituição do homem, conferiu a imortalidade consciente as fabricações do Demiurgo ".  

A fada deu a Pinóquio o dom da vida e o livre arbítrio. Enquanto vivo, ainda não é um "menino de verdade." Nas escolas de mistérios, foi ensinado que a vida real só começa após a iluminação. Tudo antes disto não é nada mais do que um lento declínio. Quando Pinóquio pergunta: "Eu sou um menino de verdade?" Respostas de fadas é "Não, Pinóquio. Para realizar o seu desejo, tem que demonstrar que você é corajoso, sincero e desinteressado, e um dia você vai ser um menino de verdade".
Este tema da autoconfiança e auto aperfeiçoamento é fortemente inspirado pelos ensinamentos gnósticos / maçônicos: a salvação espiritual é algo que tem de ser conquistada através da autodisciplina, autoconhecimento e o  poder será intenso. Maçons simbolizam este processo com a alegoria da pedra bruta. 
"'Na Maçonaria especulativa uma pedra bruta é uma alegoria para o maçom  iniciado, antes da descoberta da iluminação. A Pedra Perfeita é uma alegoria para um maçom, para o ensino maçônico, para trabalhar, ter uma vida forte e diligentemente se esforçar para atingir a iluminação. No Grau de Companheiro, vemos que de pedra bruta passa a pedra polida. A lição a ser aprendida é que através da educação e da aquisição de conhecimentos, um homem melhora a condição do seu espiritual e moral. Como o homem, cada pedra bruta começa como uma pedra imperfeita. Com a educação, a cultura e o amor fraternal, o homem é transformado em um ser melhorado, pelo trabalhado pelo esquadro da virtude e o compasso, rodeado por seus limites, dados a nós por nosso Criador. " 
Da mesma forma que os maçons representam o processo de iluminação para a transformação da pedra bruta em uma polida, Pinocchio começa sua jornada como um pedaço de madeira bruta e tentar suavizar suas bordas para finalmente se tornar um menino de verdade . Nada é entregue a ele ainda. Um processo de alquimia interior deve ocorrer, a fim de ser digno de iluminação. Ele tem que passar pela vida, lutando contra suas tentações, e, usando a sua consciência (interpretada por Grilo Falante), terá que encontrar o caminho certo. O primeiro passo é ir para a escola (simbolizando o conhecimento). Depois disso, as tentações da vida aparecem no caminho de Pinóquio.

A tentação da fama e da fortuna:
Em seu caminho para a escola, Pinóquio é interrompido por Foulfellow a raposa (não é um nome muito confiável) e Gideão, o gato que vai apelar para o "caminho fácil para o sucesso": o mundo do entretenimento. Apesar das advertências de sua consciência, a marionete segue os personagens, e é vendido a Stromboli, o promotor beligerante fantoche. Durante sua performance, Pinóquio é informado do próximo "caminho fácil": fama, fortuna e mulheres fantoches quentes. 
No entanto, Pinocchio aprende rapidamente o grande preço deste aparente sucesso... Não pode voltar a ver seu pai (o Criador), o dinheiro gerado é usado apenas para enriquecer Stromboli, o "controlador", e percebe que tipo de destino espera por ele quando ficar mais velho.
Uma representação bastante sombria do show, certo? Basicamente é nada mais do que um fantoche. Depois de ver a verdadeira natureza do "caminho fácil", Pinocchio compreende sua triste situação, isto é, como um animal enjaulado à mercê de um dono cruel. Ele foi levado a vender sua alma!
Pinocchio, em seguida, retorna à sua consciência (Grilo Falante) e tenta escapar. No entanto,  a Consciência não pode libertá-lo... Cricket não pode abrir a fechadura. Somente a intervenção divina pode salva-lo, mas não antes que ele confie na fada (o mensageiro divino) e, mais importante, nele mesmo.


As tentações de prazeres terrenos:
De volta aos trilhos, Pinóquio é interrompido novamente pela raposa Foulfellow, que vai atrai-lo a ir para "Pleasure Island", um lugar sem escola (conhecimento) e direito (moral). As crianças podem comer, beber, fumar, lutar e destruir a vontade, tudo sob o olhar atento do motorista.
Pleasure Island é uma metáfora para a vida do "profano", caracterizada pela ignorância, buscando a gratificação imediata e a satisfação de seus desejos. O motorista incentiva este comportamento sabendo que é um método ideal para criar escravos. Os rapazes que se entregam o suficiente, nesta estupidez, se tornam burros, sendo depois explorados pelo motorista, trabalhando em uma mina. Outra descrição bastante deprimente, desta vez das massas ignorantes.
Pinocchio começa a se transformar em um burro. Em termos esotéricos está mais perto de suas coisas "self", personificado por este animal teimoso em seu ser espiritual. Esta parte da história é uma referência literária para Apuleio Metamorphosis 'ou “Asno de Ouro”, um estudo clássico nas escolas de mistério e a Maçonaria.
“As Metamorfoses” descrevem as aventuras de Lúcio, que é tentado pelas maravilhas da magia, por causa de sua loucura, ele se torna-se em um asno. Isto leva a uma longa e árdua jornada, que é em última análise, salvo por Ísis e junta-se ao seu culto do mistério. A história da metamorfose tem muitas semelhanças com o Pinóquio por sua trama, sua alegoria espiritual e seu tema de abertura para o ocultismo.
Pinóquio, uma vez que recuperou a consciência, fugiu da prisão e fugiu de Pleasure Island.
Iniciação:
Pinóquio volta para casa para se juntar a seu pai, mas a casa está vazia. Ele descobre que Gepeto foi engolido por uma baleia gigante. O boneco salta na água e é engolido pela baleia, a fim de encontrar o Criador. Esta é a sua iniciação final, onde ele tem que fugir da escuridão da vida ignorante(simbolizada pelo ventre da baleia gigante) e ganhar luz espiritual.
Mais uma vez, Carlo Collodi foi fortemente inspirado por uma história clássica de iniciação espiritual: o livro de Jonas. Encontrado em Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, Jonas e a baleia também é lido nas escolas de mistério.

"Quando usado como um símbolo do mal, o peixe representava a terra (natureza inferior do homem) e  o túmulo (o sepulcro dos Mistérios). Isso foi, como quando Jonas esteve três dias no ventre do "grande peixe", como quando Cristo esteve três dias no túmulo. Vários pais da igreja acreditavam que a "baleia", que engoliu Jonas era o símbolo de Deus, o Pai, que, quando o profeta infeliz foi lançada ao mar, aceito Jonas em sua própria natureza, até chegar a um local seguro. A história de Jonas é realmente uma lenda da iniciação nos mistérios, e o "grande peixe" representa a escuridão da ignorância que cerca o homem, quando jogado ao mar do navio (nasce) no mar (vida). "
Jonas fora da baleia com a palavra de Deus 
Pinóquio passou pelos testes de iniciação e deixou a escuridão da ignorância. Ele deixou o túmulo e ressuscitou, como Jesus Cristo. Agora é um "menino de verdade", um homem iluminado que rompeu os laços da vida material para abraçar seu eu superior. O Grilo Falante recebe uma placa de ouro maciço das fadas, o que representa o sucesso do processo alquímico da transformação da consciência. Pinocchio foi transmutado de um metal bruto em ouro. A "Grande Obra" foi alcançada. O que resta fazer? Uma festa com acordeão é claro!

Em Conclusão:
Visto através dos olhos de um ocultista, a história de Pinóquio, em vez de ser uma série aleatória de aventuras, torna-se uma alegoria espiritual profundamente simbólica. Detalhes do filme que são aparentemente sem sentido, de repente revelam uma verdade esotérica, ou pelo menos uma crítica social brutalmente honesta. Inspirado pelos clássicos da metafísica como Metamorfoses e Jonas e a baleia, o autor da história, Carlo Collodi, escreveu um conto moderno de iniciação, que é o aspecto mais importante da vida maçônica. Embora a lealdade de Walt Disney para a Maçonaria sempre foi discutida, a escolha desta história como o segundo filme de animação criado pelo estudo é muito revelador. Muitos detalhes simbólicos adicionados ao filme mostra uma grande compreensão do livro o significado oculto subjacente de Collodi. Considerando-se várias versões de Pinocho e seu sucesso mundial, podemos dizer que o mundo inteiro tem visto o seu caminho para a iluminação, mas poucos entenderam por completo. Quando são colocados em relação a outros artigos neste site, que revelam significados bastante sinistros, a história de Pinocchio é um exemplo de a parte mais nobre dos ensinamentos ocultistas. Os esforços para alcançar um nível mais elevado de espiritualidade através do auto aperfeiçoamento é um tema universal encontrado na maioria das religiões. Pinóquio continua a ser tipicamente maçônico e revela o fundo filosófico dos que estão no controle dos meios de comunicação de massa.

-- Material retirado do face: 
Masonería Regular Masonería

domingo, 21 de abril de 2013

Tratado de Amizade


É com muita honra que vos anuncio Tratado de Amizade e Reconhecimento entre a FEDERAÇÃO DA MAÇONARIA UNIVERSAL REAL e GRANDE LOJA FEMININA DO RS.
Estamos muito felizes por estreitar os laços de fraternidade que une os verdadeiros Irmãos.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tratado de Amizade




A Grande Loja Feminina do Rio Grande do Sul, comunica a todas as obreiras, nosso Tratado de Amizade e Reconhecimento com a Grande Loja Patriótica do Perú.
Que seja o início de uma bela jornada em que a Força e a União se estabeleçam, realizando os objetivos da Grande Fraternidade Universal que tanto buscamos e estamos construindo.

domingo, 14 de abril de 2013

Hipácia, uma grande Filósofa!



Disse o historiador Sócrates, o Escolástico em História Eclesiástica, escrita no século 15: "Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipácia, filha do filósofo Theón, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da Filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinhas de longe receber seus ensinamentos".
Não só a admiração do historiador Sócrates despertou esta mulher, mas de muitos outros... Nascida em meados do ano 30 DC,  foi filha de Theón, um grande matemático e diretor do Museu de Alexandria e foi neste ambiente que ela cresceu e se desenvolveu como um expoente do pensamento filosófico neoplatônico, considerada a ultima intelectual de destaque da capital egípcia, centro da cultura grega no antigo mundo helênico.
Ela ensinava em cursos fechados mas também fazia conferencias abertas que atraiam homens poderosos dentre eles Orestes, o prefeito da cidade.
Nascida numa cidade em que diversas religiões conviviam, ela era pagã, embora tivesse entre seus alunos, cristãos ilustres como Sinesio de Cirene que seria o futuro bispo de Ptolemaida. O contexto, no entanto, era de tensão politico-religiosa tendo relatos de hostilidades entre judeus e cristãos e entre cristãos e pagãos.
Daí que surge Cirilo, o radical bispo de Alexandria e sua sede de poder e inimigo do prefeito Orestes.
Em 413, o bispo Cirilo radicaliza cada vez mais, expulsando judeus de Alexandria. E aí, volta-se para a pagã Hipácia a quem considerava um empecilho para sua luta por poder, visto que ela tinha grande influência nas decisões de Orestes.
Resolve então lançar boatos sobre Hipácia dizendo ser ela uma bruxa, que usava magia negra para controlar Orestes e o boato foi avançando pelas camadas mais simples da população até que um dia, pessoas do povo, lideradas por um homem conhecido como Pedro, o Leitor, decidiu lincha-la.
E foi assim que surpreenderam Hipácia,  arrastando-a até a igreja de Cesárion (um templo de culto ao imperador romano Cesar) e arrrancando sua pele e carne até a morte, para depois arrancar-lhe braços e pernas e queimar em uma pira.
Assim morreu a primeira mulher matemática da História e que deixou pouco de sua obra escrita e deste pouco, tudo foi destruído posteriormente com o incêndio da Biblioteca de Alexandria.
O pouco que se conhece vem das cartas de Sinésio, ele, um bispo cristão, mas capaz de referir-se a uma pagã como "minha mãe, irmã, mestre e benfeitora".
Embora a idade média tenha passado a História como a Era das Fogueiras, mulheres já eram mortas como bruxas há muitos séculos antes.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Metatron



Enoque – חנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado a um dos personagens bíblicos mais peculiares e misteriosos das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, pai de Matusalém e avô de Noé.

É creditado na Bíblia como arquiteto do Zion original , a legendária "cidade de Yahweh". No Alcorão, é chamado de Enoch Idris. Na Bíblia, ele é às vezes chamado Akhnookh. Ele era um homem de verdade e um profeta.

De acordo com o relato de Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e fosse poupado da ira do dilúvio:

“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”
De acordo com o Targum de Yonatan – tradução para o aramaico das Escrituras hebraicas – Enoque tinha se elevado ao céu ainda em vida e teria se transformado no anjo Metatron:

“E não esteve mais (Enoque) entre os habitantes da terra, pois foi tomado e subiu para os céus, pelo comando do Eterno (se fez isso), e chamou seu nome de Metatron, o Grande Escriba.

"Era conhecido pelos egípcios como Thoth , o "Senhor da Magia e do tempo" e pelos gregos como Hermes , "mensageiro dos Deuses".

Existem muitos livros que foram banidos pela igreja católica do corpus bíblico por serem considerados apócrifos (incultos ou não inspirados por Deus). Em sua considerável maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo importantes informações sobre uma série de acontecimentos ligados aos contatos das divindades com o homem.

O cristianismo adotou algumas idéias de Enoch, incluindo o Juízo Final, o conceito de demônios, as origens do mal e os anjos caídos, e a vinda de um Messias e, finalmente, um reino messiânico.

Enoch age como um escriba, escrevendo uma petição em nome dos anjos caídos, a ser dada a um poder superior para julgamento final. O Livro do Profeta Enoque (citado em Judas 14) é, sem dúvida, um dos mais reveladores.

O “Livro de Enoque” (nome que significa Inicie, ou Iniciador), é um texto apócrifo escrito por volta de 200 a.C. (Os livros apócrifos judaicos circulavam entre os judeus durante os séculos imediatamente anteriores e posteriores ao início da era cristã. Os mais importantes de todos estes eram os Livros de Enoque). Infelizmente, esses textos ficaram perdidos durante séculos, só sendo redescobertos em épocas recentes, a maior parte em fragmentos.

Alguns fragmentos do Livro de Enoque, já conhecido, mas escrito em aramaico, foram descobertos nas célebres grutas de Qumran, no Mar Morto . Por isso há quem especule a existência de uma versão original mais antiga, escrita em hebraico.
Uma outra versão conhecida como Os Segredos de Enoque ou II Enoque, foi descoberta na Rússia, em um texto eslavo, e traduzida para o inglês no século XIX; Esta foi provavelmente escrita no Egito no princípio da era cristã e fala da viagem de Enoque através das diferentes coortes do Paraíso.

Uma de suas versões foi encontrada na Abissínia. Havia sido escrita no idioma etíope, por isso ficou conhecido como Enoque Etíope ou I Enoque.

Seu livro mostra, entre outras coisas, que 200 “anjos” desceram à Terra e tiveram filhos e filhas, de estatura superior a 3 m, com as mulheres terrestres.Como estamos vendo, não é de hoje que seres poderosos, na Bíblia chamados de Nefilim (em hebraico significa “gigante”), se relacionam intimamente com nossa humanidade.

Esses anjos ensinaram muitas coisas para os terrestres, como astronomia, noções de meteorologia, matemática, astrologia, além de outros assuntos.

“...naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade”. (Gênesis 6:4 RA).
Flávio Josefo faz uma distinção entre os gigantes e o fruto das relações entre os "Filhos de Deus" e as "filhas dos homens", quando afirma em sua obra:

"... e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e imitava os gigantes de que falam os gregos."

Por ser tão devoto a Deus, muitos crêem que Enoch jamais alcançou a Morte, e foi recompensado por Deus que, aos 365 anos (dias do ano), o levou ao céu, mesmo sem ter falecido . Ao chegar no céu, Enoque foi transformado em anjo, sumo sacerdote do templo celestial, e um dos anjos supremo em toda a hierarquia celestial, para não mencionar o mais alto dos anjos, com 36 asas e olhos 265.000 e Deus passa a chamá-lo de METATRON, que significa "Nome de Deus", não que Metatron seja o nome de Deus, mas sim porque ele falará por Deus. Assim, Enoch conheceu "os segredos da terra e do céu". Após isso, Enoch lançou à terra "pesos e medidas" (ensinamentos e lições) para toda a humanidade.

Metatron tem 78 nomes hebraicos, todos baseados no nome de Deus (El). Alguns desses nomes são: Tatnadi`el, Apap´el, Zebuli´el, Sopri´el

Enoch, entre os fenícios, foi Cadmos, o criador da escrita. Era conhecido pelos egípcios como Thoth , o "Senhor da Magia e do tempo" e pelos gregos como Hermes , "mensageiro dos Deuses" , ele é mesmo lembrado na tradição Celta como o enigmático mago Merlim , que desaparece em uma macieira para a mítica Avalon , buscando o segredo da imortalidade e prometendo voltar.

Como aqueles que atingem a imortalidade, o segredo de como "podemos nos tornar Deuses", Thoth/ Enoch promete retornar no fim dos tempos "com as chaves dos portões das terras sagradas".

Nos Manuscritos do Mar Morto, revelando os livros apócrifos de Enoch removidos da Bíblia pelos líderes religiosos, Enoch descreve uma maravilhosa civilização no passado que usou mal as chaves do mais elevado conhecimento e foi incapaz de se salvar do último cataclismo. Figurativa e literalmente eles perderam "as chaves" e todo o alto conhecimento. E ainda, Enoch, ao longo de muitas tradições, mesmo a legenda Maia de Quetzacoatal, promete um retorno deste conhecimento no "Fim do Tempo", o fim do presente ciclo.

Enoque deixou-nos o Tarot, no qual se encerra toda a Sabedoria Divina. Este ficou escrito em pedra. Também nos deixou as 22 letras do alfabeto hebraico, além de muita sabedoria a ser revelada aos iniciados.

Este grande Mestre vive nos mundos superiores, no Mundo de Aziluth, um mundo de felicidade inconcebível, na Região de Kether.

A palavra grega PHOENIX, derivada da palavra egípcia PA-HANOK, significa "A Casa de Enoch". O conhecimento Enochiano sugere que mudanças cataclísmicas atuam regularmente como um agente evolucionário provocador, para apressar as formas de vida residentes na próxima fase evolutiva. A evolução humana pode continuar mais rapidamente do que se pensava anteriormente.

A tradição cabalística também conserva um grande número de gestas míticas vinculadas com o descenso à Terra das energias celestes, angélicas ou espirituais. Assim, na Cabala se acha com freqüência o nome de Metatron, que se identifica com o arcanjo Miguel, também chamado o “Príncipe das Milícias Celestes”.

A Cabala considera o Metatron como o princípio ativo e espiritual de Kether, a Unidade, que com as tropas divinas sob seu comando (as sefiroth de construção cósmica) empreendem a luta contra as potências do mal e das trevas (que constituem seu próprio reflexo escuro e invertido, as “cascas”, “escórias” ou Qliphoth) dissipando a dúvida e a ignorância no coração do homem, fecundando-o, simultaneamente a essa mesma ação, com a influência espiritual que transmitem.

Em algumas representações da iconografia cristã e Hermética pode se ver este combate mítico nas figuras do arcanjo Miguel e das hostes angélicas, lutando contra os demônios e Satã, o “príncipe deste mundo”, segundo a conhecida expressão evangélica.

Com o mesmo significado, mas a nível humano, encontramos o cavaleiro São Jorge combatendo o Dragão terrestre, símbolo das paixões inferiores e do “caos”.

Precisamente, a lança ou espada (símbolos do eixo) de São Jorge atravessando o corpo do monstro, sugere a “penetração” das idéias celestes, verticais e ordenadoras, em dito “caos”. Esta variante do mito é análoga à luta que o homem acomete na busca do Conhecimento, o que lhe dá a possibilidade de viver um processo mítico idêntico ao dessas mesmas energias cósmicas e telúricas, celestes e infernais, em permanente luta e conciliação.

Considerado desde o ponto de vista da Ciência esotérica – que tende a resolver os opostos e, portanto, exclui, por insuficientes, o simplesmente moral e sentimental, bem como as leituras demasiado literais das coisas, que estão incluídas no ponto de vista simplesmente religioso e exotérico – a “queda dos anjos” representa, ante tudo, um símbolo do descenso das influências espirituais no seio da própria vida e da natureza humana.

Certos anjos caíram acesos pelo amor que professavam às filhas dos homens às quais, diz-se, “encontraram formosas e belas”. De seu casamento, nasceram seres semidivinos (os antepassados míticos), que revelaram aos homens as ciências e as artes teúrgicas, mágicas e naturais, ou seja, todas aquelas disciplinas que, como 
já sabemos, integram os textos sagrados dos “Hermética” e do “Corpus Hermeticum”

Postado por Michael Torres 

O MITO DAS 13 MATRIARCAS



Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinavam, nos “Conselhos de Mulheres” e nas “Tendas Lunares”, as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das “Treze Mães das Tribos Originais”, representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.

Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.

Conta a lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em conseqüência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.

Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.

Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado “A Casa da Tartaruga” e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.

Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.

Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.

 Meditação para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação

Transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura.

No meio dos arbustos você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma "Kiva", a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da "Kiva", você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses "fogos cerimoniais" representam os dois mundos - o material e o espiritual - e as aberturas representam os canais ou "antenas " que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral.

Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.