terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Nem sempre o dia 25 de Dezembro foi dia de Natal. A origem da celebração deste dia parece ser muito antiga mas a filiação mais directa provêm, como tantas outras coisas, dos Romanos. Estes celebraram durante muito tempo uma festa dedicada ao deus Saturno que durava cerca de quatro dias. Nesse período ninguém trabalhava, ofereciam-se presentes, visitavam-se os amigos e, inclusivamente, os escravos recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, sendo servidos pelos amos. Era também coroado um rei que fazia o papel de Saturno. Esta festa era chamada Saturnália e realizava-se no solstício de Inverno.
Convém lembrar aqui que o solstício de Inverno era uma data muito importante para as economias agrícolas – e os Romanos eram um povo de agricultores. Fazia-se tudo para agradar os deuses e pedir-lhes que o Inverno fosse brando e o Sol retornasse ressuscitado no início da Primavera. Como Saturno estava relacionado com a agricultura é fácil perceber a associação do culto do deus ao culto solar.
Mas outros cultos existiam também, como é o caso do deus Apolo, considerado como "Sol invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro data que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
É somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começa a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa) mas no dia 6 de Janeiro, com a Epifania. Quando, em 313, Constantino se converte e oficializa o Cristianismo, a Igreja Romana procura uma base de apoio ampla, procurando confundir diversos cultos pagãos com os seus. Desistindo de competir com a Saturnália, deslocou um pouco a sua festa e absorveu o festejo pagão do nascimento do Sol transformando-o na celebração do nascimento de Cristo. O Papa Gregório XIII fez o resto: é mais fácil mudar o calendário do que mudar a apetência do povo pelas festas...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Lei do Compensação



 Quem ajuda os outros é ajudado, talvez amanhã, talvez daqui a mil anos, 
mas será ajudado. A natureza precisa saldar a dívida. 
É uma lei matemática e toda a vida é matemática.
 G. L. Gurdjieff

 A Lei da Compensação é a lei que nos ajuda a compreender a abundância e a lidar com questões financeiras. A Lei da Compensação é a Lei de Causa e Efeito aplicada às bênçãos que nos são concedidas.
 Enquanto a Lei de Causa e Efeito trata basicamente de acontecimentos, a Lei da Compensação trata dos ganhos materiais e espirituais que temos na vida. É na manifestação dessa lei que vemos os efeitos visíveis de nossos atos, em forma de dádivas, dinheiro, heranças, amizades e bênçãos.
 Muitos de nós,  não recebem essas bênçãos por causa das crenças conscientes e subconscientes que dirigem os acontecimentos da vida de cada um.
 Para atingir a mestria em relação a essa lei e receber a abundância, é preciso interromper a consciência de pobreza que vem do condicionamento desta vida e de programações de vidas passadas.
 É preciso abandonar as gravações dessas experiências e começar a ver o mundo como um lugar de abundância, onde há o bastante para todos.
 É necessário superar a programação do passado, que era alimentada por afirmações como:
- O dinheiro é a raiz de todos os males.
- Os ricos não podem ser espirituais.
- Ser espiritual significa renunciar ao dinheiro e às coisas da vida que nos dão prazer e conforto.
 Para interromper a consciência de pobreza, é preciso reprogramar a maneira de pensar, para que a mente consciente e a subconsciente não sabotem o que nos é devido. Neste caso, as afirmações são uma ajuda valiosa.
 Algumas pessoas são bem-sucedidas na vida porque fazem mais pelos outros e porque têm uma atitude que favorece o sucesso. Quem quer mais da vida deve dar mais e ter sempre as emoções, as palavras e os pensamentos corretos a esse respeito.
 A aplicação dessa lei nem sempre significa que você vai receber exatamente o que deu. Às vezes, você dá de uma forma (como dinheiro) e recebe a compensação de outra forma, como um belo presente ou um almoço pago por um amigo.
 Além disso, a lei é ampliada pela Lei do Retorno Décuplo. O que você dá, volta em formas que têm dez vezes o valor de sua dádiva.
 Há casos de acordos que modificam o uso dessa lei. Se você acha que deu mais do que recebeu, é possível que esteja pagando dívidas kármicas ou usando a lei como um plano de poupança.
 Neste caso, é possível que tenha feito um acordo no sentido de receber bem depois — até mesmo em outra vida. Talvez você esteja começando um plano de poupança de karma bom que vai lhe valer no futuro.
 Nunca perca a esperança em relação a essa lei, independentemente de como se sente. Mantenha a fé e saiba que ela é justa e verdadeira.
Não confunda a aplicação desta lei com os Testes de Iniciação. Às vezes, o que nos acontece parece ser uma punição, mas na realidade não é. Trata-se de um teste para fortalecer alguma fraqueza interior. O discernimento nos ensina a diferença entre essas duas coisas.
Observe: às vezes, o que parece ser o oposto de uma recompensa acaba se revelando como um incrível benefício, depois que a pessoa passa no teste e se torna melhor com a experiência. Paciência é a chave. Espere, e as dádivas serão reveladas.
A Lei da Compensação é uma extensão da Lei de Causa e Efeito, na medida em que reflete as “recompensas justas” ou “punições” que as pessoas recebem pelas sementes que semearam.
É uma lei precisa, com as próprias variações, que atua para dar a cada um mais do que se pode imaginar Isso ocorre quando a alma se alinha com o Eu Superior a serviço dos outros.
A Lei da Compensação envolve os atos de dar e receber É a lei que garante que cada vontade seja atendida por Deus.
 É a manifestação da Ordem Divina em todas as coisas e a lei que concede liberdade às mentes que trabalham para dissolver a consciência de pobreza e as necessidades insaciáveis.
 A lei é perfeita em seu desígnio. Diz, basicamente, que para tudo o que se dá haverá um retorno. Mas há uma particularidade dessa lei que nem todo mundo conhece.
 Essa particularidade é a Lei do Retorno Décuplo, segundo a qual, quando uma pessoa aprende a dar de coração, o universo retribui com uma dádiva dez vezes maior Isso apóia a premissa de que “é melhor dar do que receber”.
 Eu transmito este conhecimento de coração, Meus Caros. E é de coração que pergunto: “O que mais posso oferecer a vocês neste momento?”
 Feito isso, como minha atitude, minha motivação e meu coração estão alinhados com a verdade, revelo a vocês agora que serei recompensado dez vezes por esse oferecimento.
 Geralmente, a Lei do Retorno Décuplo só começa a funcionar quando a pessoa libera medos que enviam mensagens do tipo “o que tem não vai dar”. Outra condição que facilita a atualização dessa lei é a sintonia do campo áurico com as vibrações superiores de Luz.
Atingir uma freqüência mais alta na Luz eleva automaticamente o corpo, a mente e o Espírito a uma dimensão superior liberando assim a antiga programação que aprisiona a pessoa.
Não dá para separar as leis de sua influência num universo de Unidade, em que tudo é Um. Assim, é bom enfatizar que a compensação é também o reflexo do pensamento multidimensional de cada um. É o que diz o Mais Radiante, ao explicar que o homem se transforma naquilo que pensa.
Essa norma afirma que o que é colhido é ajusta consequência de tudo que é semeado. A Lei da compensação garante que tudo é justo e está em alinhamento com o Divino, pois as leis não têm preconceitos, tratando de maneira imparcial e indiferente todas as almas.
Cada alma é o próprio juiz no plano terreno, pois o livre-arbítrio estabelece as dádivas que serão concedidas a cada uma.
Outro fator que entra em justa compensação é o cumprimento de promessas e contratos feitos entre as vidas. Cada alma que vem à Terra recebeu uma missão de Deus, mesmo que não saiba disso.
Os contratos são firmados no etérico e revistos periodicamente em estados de sonho, estabelecendo padrões e medidas de desempenho para a pessoa encarnada. Quando as promessas são cumpridas, a alma é recompensada dez vezes. É essa a marca dos que possuem o “Toque de Midas”.
Quando a palavra não é honrada, a frequência vibracional tende a diminuir favorecendo os chamados “desapontamentos” e “frustrações”, que não são prontamente entendidos no plano da Terra.
Quando se entra em contato com a complexidade de todas as realidades dimensionais e frequências vibracionais que impactam a alma, é possível perceber que o alinhamento com a Luz do Eu Superior é a única maneira de sair da sujeição.
Tudo deve estar na verdade e na vibração mais alta para controlar o destino individual. A ligação com o Eu Superior e com a vontade de Deus garante paz, harmonia e uma vida realizada.
O livre-arbítrio é a dádiva de Deus à humanidade. Permite que todos escolham as próprias recompensas, com base na aplicação da integridade. A integridade é a chave que concede às almas que fazem a jornada espiritual as maiores dádivas e recompensas, tanto espirituais quanto materiais.
Quando a alma se sente incapaz de modificar os acontecimentos, evocar a Lei da Perpétua Transmutação de Energia Radiante (em cooperação com o Eu Superior) é a maneira de sanar a situação. Aplique essa lei e aguarde o retorno. Sua aplicação cria Ordem Divina, e a compensação que dai vem ultrapassa a compreensão.
Falando em compensação, outro aspecto importante dessa lei é o pagamento a si mesmo. Geralmente as pessoas dão aos outros e não a si mesmas,  o que demonstra falta de amor por si mesmas e cria um desequilíbrio nos campos que sustentam o fluxo natural de energia.
Todos devem aprender PRIMEIRO a se amar e desse estado mental todo o resto flui. Quanto mais você amar a si mesmo, mais amor terá para dar aos outros: será como uma taça sempre cheia. A taça que transborda é a taça do amor divino que se derrama no universo, tocando as vestes de todos os outros.
Quem não trata a si mesmo com a mesma benevolência concedida aos outros, vai criar um ciclo de privação. Para manter constante o fluxo de energia, são necessários atitudes, palavras, ações e pensamentos positivos.
 Os bloqueios criam iniquidades, embora da perspectiva universal as iniqüidades não sejam reais: são meras percepções. Todavia, tudo deve ser mantido em alinhamento com a harmonia e o amor e isso inclui o amor ao eu, contido no interior de cada um.
Compensar demais os outros é outro obstáculo ao delicado funcionamento desta lei. A psique humana é esperta e às vezes faz com que a pessoa acredite que quem dá mais tem mais valor Assim, dar passa a ser uma coisa boa e nobre na medida em que corrobora o autovalor.
Como já foi dito, dar, dar de coração, É uma coisa nobre e é A ação que garante a liberdade. Mas quando alguém dá pelo motivo errado, para compensar a falta de amor por exemplo, então as energias ficam bloqueadas. Para manter a energia equilibrada é preciso dar proporcionalmente a si mesmo e aos outros.
Equilíbrio! Equilíbrio! Equilíbrio! Esse é o único acesso para a mestria.  Se é o equilíbrio é mantido em todos os momentos, juntamente com a verdade e a integridade, então a Lei da Compensação será realizada.
Em honra do Deus interior Eu, El Morya, termino esta transmissão para o Divino. Vão em paz.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deus-Natureza = Homem-Mulher




Deus casou-se com a Natureza e deu nascimento ao homem. O homem casou-se com a mulher e deu nascimento a Deus. A Natureza é o templo de Deus. A mulher é o sacrário que santifica esse templo.

Quem adora Deus na mulher não precisa ir a nenhum templo. Para descobrir os mistérios da Divindade é preciso penetrar, no coração da mulher porque, quando Deus emanou de Si a Natureza habitou em seu coração. Quem não ama a mulher não sabe amar a Deus. Deus quer o que a mulher quer.

Aquele que não mistura seu elemento com o da mulher nada pode criar de bom para si, nem para os demais. O homem é mente que pensa; a mulher, intuição que inspira.

Pensar é ter cérebro, intuir é ter coração; o cérebro trabalha, o coração adivinha.

O homem-Deus lança seus raios à semelhança de Júpiter. Minerva-mulher derrama a sabedoria.

Ele é a força e o poder, ela, o conselho e a previsão. A Força vence, a Sabedoria convence.

Ele franze o cenho e desencadeia a tempestade; ela sorri bondosamente e apazigua a tormenta.

Ele destrói com vingança, ela perdoa com clemência.

O homem é o Fogo Divino, a mulher é quem mantém e manterá nele esse fogo sagrado.

Os deuses falam pela boca da mulher e despertam no duro coração do homem os mais ternos sentimentos.

O império do homem é o despotismo, o da mulher é a doçura. O despotismo endurece o coração, a doçura abranda-o. Ele ordena, ela suplica. Ele é o tirano, ela o freio que lhe modera os impulsos.

O erro do homem é suavizado pelo pranto da mulher. Não há furor que se atenue ante a lágrima da mulher amada.

As gotas de orvalho dão nova vida às pétalas murchas das rosas; as lágrimas da mulher ressuscitam as qualidades mortas no coração do homem. Sorri o sol e dissipam-se as trevas do mundo; sorri a mulher e dissipam-se os íntimos sofrimentos de seu amado.

Se és homem deves divinizar-te por meio da mulher. Se és Deus deves humanizar- te por meio dela. Ela é o caminho de ida e volta. O homem diviniza-se na mulher; ela manifesta a divindade dele.

Em meio às suas tribulações, o homem tende a procurar a mulher como confidente e esta, mercê de seu poder espiritual, converter-se-á em sua melhor conselheira e enfermeira. Suas palavras são fonte de alívio, suas mãos manancial de saúde e de seu encantador sorriso emana a coragem.

A influência mental da mulher é invisível, porém necessária para a conservação da vida do homem, tal como o elemento feminino no reino vegetal, a fim de assegurar a reprodução das plantas.

O homem é o Rei da Criação, a mulher o mais sublime dos ideais. Como cérebro, o homem, à semelhança de um dínamo, fabrica força; a mulher, como coração, produz Amor. A força mata, o Amor ressuscita.

A palavra oriunda do cérebro fere; a do coração cura. O coração da mulher é a fonte da sabedoria e se tornará gênio aquele que beber de suas águas. O cérebro do homem pode dar origem ao gênio mas este não poderá voar, a não ser com as asas do anjo-mulher.

A força física do homem oculta a sua debilidade interna, a debilidade física da mulher serve de véu para esconder sua força ingente e intima. Todas as dúvidas e sofrimentos fogem ante a presença da mulher amada. Estás aflito? Recorre à mulher, que é o consolo dos aflitos.

Estás doente? A mulher é a saúde dos enfermos. És pecador? A mulher é o refúgio dos pecadores. És impuro? Lava-te nas lágrimas da mulher e te tornarás puro.

A mulher é a divina arte que nada imita mas explica a Divindade com símbolos. A mulher representa a mais elevada beleza de Deus. O amor a manifesta, o desejo mata-a. A mulher é o mais formoso pensamento do Absoluto que deve ser captado pela inteligência e não pelos olhos.

A mulher é a lei da Beleza e a lei deve ser obedecida, não infringida. A mulher é a religião da Natureza, cuja moral deve ser sentida e não murmurada. Deus é uma palavra misteriosa e a mulher seu significado.

Para conhecer a Deus é preciso conhecer-se a si mesmo. Para estudar sua Natureza é preciso estudar a mulher. O Absoluto só se manifesta através da Natureza. O homem só se manifesta através da mulher.

O homem precisa da mulher para sua liberdade. A mulher é o ponto de apoio sobre o qual o homem pode levantar o mundo. O homem em Deus é a Justiça; a mulher n'Ele é a misericórdia.

A mulher é a Árvore da Ciência do Bem e do Mal cujos frutos causam a morte ao libertino e vida aos parcimoniosos e prudentes. Ninguém se atreve a divulgar este segredo porque dele emana a morte.

Muitas vezes, porém, a ignorância é pior que a morte. Pode ser que o conhecimento conduza à loucura, na Sabedoria, produz o gênio. Existem cores e sons, o Amor é o segredo que os combina. Quem não sabe combiná-los é um morto-vivo e quem os combina ignorantemente estoura sua retorta.

Jorge Adoum (Mago Jefa)

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Estrela Sirius



Sirius, uma das mais maravilhosas estrelas de nosso firmamento, possui sua aparente grande magnitude por causa do simples fato de que ela está a somente 8,7 anos luz da Terra. Ela emite 23 vezes mais luz do que o Sol e é 1,8 vezes maior do que ele. 
Comparada com outras estrelas como Rigel ou Beltegeuse, (da constelação de Orion) Sirius, no entanto, é relativamente pequena.
Porém a história desta luminosa estrela é bastante singular. No antigo Egito, a estrela Sirius era alvo de uma particular veneração e era representada pela Deusa Sothis, ou Isis Sotis, e pelo Deus Hermes Thot. Seu aparecimento no céu coincidia com o momento da cheia do rio Nilo ( aproximadamente 3.000 anos A.C.), no auge do verão, cheia que vinha trazer prosperidade e fertilidade às terras inundadas. Na realidade esta cheia coincide com o auge do verão no hemisfério norte e até hoje, quando um dia está demasiadamente quente, é usada a expressão "Está um calor de cão". Na antiga Roma, cachorros eram sacrificados em nome dela. O nome "canicula" para indicar um período de grande calor também tem esta derivação.
Sirius faz parte da Constelação de Canis Major (O Grande Cão) e faz par com a Constelação de Canis Minor (O Pequeno Cão). Os dois cães pertencem e servem o caçador celeste Orion.
Os astrônomos nos tempo antigos (1.500 A.C.) descreviam Sirius como sendo de luz avermelhada, uma luz mais vermelha do que aquela do planeta Marte. Atualmente a sua luz é absolutamente branca, como pode ser observado a olho nu no hemisfério Norte ao se olhar o céu num determinado período do ano.
Como pode uma estrela mudar a sua cor num período de somente 1,500 anos? Esta questão não encontrou uma resposta convincente até agora. O estudo das estrelas fixas é ainda uma grande charada para os astrônomos. Pois, apesar das estrelas passarem indubitavelmente através de diferente estágios, as mudanças de cor claramente visíveis de vermelho para branco, segundo as teorias recentes, precisam de centenas de milhares de anos para serem efetuadas, e não somente 1 milênio e meio.
Talvez a mudança misteriosa da cor de Sirius tenha algo a ver com a estrela companheira de Sirius, já que ela é uma estrela binária. No início de 1844 o astrônomo alemão Friederich Bessel notou que Sirius não se movia no céu de uma forma reta, como as outras estrelas fixas, mas sim seguia um caminho serpenteado. Bessel concluiu que Sirius teria uma companheira invisível cujos efeitos gravitacionais provocavam este comportamento. Foi somente em 1862 que esta companheira, chamada de Sirius B, foi realmente descoberta através de um telescópio e apareceu como um pequeno ponto de luz perto da luminosa Sirius A.
Na realidade, a descoberta desta segunda estrela, chamada também de Pup Star, apresenta um quebra cabeça para os astrônomos. Com base nos movimentos destas estrelas binárias, eles calcularam que Sirius A deveria ser 2,36 vezes e Sirius B 0,98 mais pesadas do que o Sol. No entanto, como a luz de Sirius B aparecia muito mais fraca que sua irmã maior (apesar de sua superfície ser extremamente quente), ela deveria ser muito menor, isto é, ela teria somente aproximadamente 18.000 milhas (30.000 km) ou aproximadamente duas vezes o diâmetro da Terra. Esta grande quantidade de matéria concentrada num espaço tão pequeno significa que a sua densidade seria muito maior do que se pudesse imaginar. Um centímetro cúbico de matéria feita com Sirius B pesaria mais de 150 Kg! Por isto Sirius B se tornou o primeiro exemplo de um novo tipo de estrela que seria mais tarde descoberta: as estrelas anãs brancas.
As características das anãs brancas são: tamanho extremamente pequeno (a menor conhecida até agora tem somente a metade do tamanho de nossa Lua), a temperatura de superfície extremamente alta, e a incrível concentração da matéria do que são compostas.

Sirius é a primeira estrela conhecida com absoluta certeza pelos hieróglifos egípcios, (e as vezes representada por um cão), e aparece nos monumentos e templos ao longo do Rio Nilo. Entre estes existem os Templos da Deusa Hathor, ou Isis Hator, que eram erguidos com orientação para a estrela Sirius. Os Egipcios acreditavam que Sirius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo da antiguidade.
Uma antiga representação egípcia mostra a deusa Isis com a estrela Sirius, sobre sua cabeça e segurando o cetro wadj e o ank (da dilatação e da espiritualidade da vida), precedida por Orion, que segura o cetro uas (do fluxo da seiva) , enquanto olha para trás, para Isis, e apresenta a vida com a sua mão esquerda. Atrás de Isis estão representados Júpiter, Saturno e Marte. Todos estão numa barca que desce o rio Nilo, na direção do Oriente para o Ocidente.
O que aparece na figura, é que Isis retira o seu poder de Sirius (que está representada ao lado de outra pequena estrela, indicando que os Egipcios sabiam que esta estrela tinha uma companheira menor!) e que ela a transmite a Orion que por sua vez o transmite aos "filhos do Sol".
Sirius era também atribuída ao Deus Thoth, ou Hermes do Egipcios ou Mercúrio dos Romanos. Mas eu acredito que Mercúrio ou Hermes, eram simplesmente a ‘oitava inferior" do Deus Thoth, o Três Vezes Grande Hermes Trismegisto dos Egipcios, que sim seria representado pelo planeta Urano, que rege, entre outras coisas, a Astrologia.
Segundo os teólogos de Hermopolis, Thoth, ou Tehuti como o chamavam os antigos Egipcios, era o verdadeiro Demiurgo universal, o Ibis divino que chocou o ovo da humanidade na Hermopolis Magna. Este trabalho de criação foi fruto somente do "som de sua voz" (lembra o versículo da Biblia: Em princípio era o verbo...’). Os livros das piramides referem-se a ele como o filho mais velho de Rá, filho de Geb e Nut, ou irmão de Isis, apesar de que outros textos o descrevem como vizir de Osiris e de sua familha, e escriba do Faraó. Tehuti, ou Hermes, curou o filho de Osiris, Horus, somente com o seu sagrado alento, e era detentor de um conhecimento universal. Ele ensinava as ciências, a aritmética, a geometria, a música, a astronomia, as artes mágicas, a medicina, a cirurgia, etc., e nós encontramos tudo isto descrito e documentado nos monumentos e textos que chegaram até nós. Ele era venerado pelos Egípcios como um Deus auto-gerado e auto-produzido, isto é: ele era UM.
Ele efetuou os cálculos concernentes o estabelecimento do céu, das estrelas e da terra e ele era o coração de Rá (o Sol no Zenit) e seu mestre, seja no conceito físico que moral. Ele tinha o dom da "divina palavra".
Os escritores clássicos se referem a Thoth como sendo um estrangeiro que chegou ao Egito durante a Era Zodiacal de Câncer. Isto sugere que ele tenha sido um antepassado da família de Osíris e pode ter sido o primeiro habitante de Atlântida a trazer seu conhecimento ao Egito.
Hermes, o Três Vezes Grande, é considerado o patrono da Astrologia e os seus Princípios Herméticos, contidos nas Tábuas de Esmeraldas, e descritos no livro "O Caibalion" são a base de toda a interpretação astrológica séria.

Graziella Marraccini
Astróloga, Taróloga e Cabalista